Oi tudo bem?
Sou Carla Silva Psicopedagoga, vou falar hoje sobre o desenvolvimento infantil e Neuroci�ncia
Nesse texto estarei explicando as principais habilidades que deve ser estimuladas na educa��o infantil, mostrando a voc� como estimular as crian�as da forma certa para que ela n�o tenha dificuldade de aprendizagem no futuro.
Quando falamos de educa��o infantil n�s tamb�m pensamos na maturidade, acho que voc� j� encontrou na sua pr�tica aquele aluno que voc� pensa: Como essa crian�a n�o tem maturidade? Essa maturidade ainda precisa ser desenvolvida? o aluno de alfabetiza��o � um exemplo? Mas esse menino n�o consegue alfabetizar porque ele ainda est� muito imaturo para a aprendizagem ? at� que ponto o que seria a maturidade propriamente dita?
Temos que nos ater as crian�as est�o em processo de amadurecimento e muitas vezes acabamos cobrando estas crian�as que n�o est�o adequadas para o seu tempo de maturidade ou at� mesmo n�o estamos preparando essa crian�a para que ela alcance um n�vel de maturidade adequada. Desta forma podemos dizer que temos a maturidade emocional e maturidade neurol�gica.
Quando digo maturidade neurol�gica estou me referindo a maturidade que depende de fatores que s�o internos ao indiv�duo, est� nele e precisa ser amadurecido, precisa ser estimulado, e atrav�s disso n�s vamos estar trabalhando. Quando falamos desse amadurecimento n�s estamos trabalhando com fun��es neuropsicol�gicas, quando uma crian�a tem aten��o ao que est� fazendo quando ela sustenta a aten��o em alguma atividade quando ela tem um comportamento adequado para determinada atividade que esteja sendo desenvolvida na sala de aula ao tempo de perman�ncia em determinar a execu��o dessas atividades para tudo isso a crian�a precisa estar madura neurologicamente at� para que ela venha ser cobrada adequadamente de acordo com esse amadurecimento.
Ent�o, n�s entendemos que uma crian�a encontra-se pronta para essa maturidade l� para os seus quatro anos de idade e j� tem condi��es neurol�gicas para iniciarmos um trabalho que foque em uma estimula��o adequada visando os pr�-requisitos para uma alfabetiza��o segura. � importante salientar que n�o temos o compromisso de alfabetizar essa crian�a com quatro anos porque ela ainda est� em processo. neste contexto precisamos pensar em nosso objetivo, onde devemos alcan�ar, onde queremos chegar.
Desta maneira darei alguns exemplos: Conhece aquela crian�a que chega na escola e que chora o tempo todo, desejam est� com a m�e e n�o entendeu ainda que ela precisa estar naquele ambiente?
Como psicopedagoga acredito que sim, porque existem muitas crian�as que passam por isso , aquela crian�a que depende do professor para tudo pra beber �gua para ir ao banheiro n�o consegue se comunicar direito, podemos com essa experi�ncia entender que essa crian�a n�o foi preparada, estimulada, socialmente, emocionalmente para estar no ambiente escolar e precisamos entender isso.
� necess�rio entrar em contato com essa fam�lia e mostrar como ela pode contribuir, essa crian�a precisa se sentir segura e confiante, e isso precisa ser constru�do ao longo do tempo at� que seja alcan�ado o amadurecimento, h� tamb�m aquela crian�a que faz muita pirra�a, que n�o entende seus limites e as regras , esta ainda est� imatura socialmente e emocionalmente, necessitando entender os limites, regras e momentos adequados a fazer determinada atividade.
A escola � um local cheio de regras, onde existe rotina. e muitas vezes n�o s�o trabalhadas em casa rotina com os pequenos, isso precisa ser visto, temos tamb�m que trabalhar a aten��o, motiva��o e levar essa crian�a ao interesse para a aprendizagem.
Gostaria de dar uma pausa para refletir com voc� uma situa��o, que aconteceu comigo. recebi uma crian�a de quatro anos que n�o estava mais interessada na escola. ela mudou de uma escola para outra, foi para uma onde a proposta era muito tradicional, trabalha-se muito as quest�es relativas a aprender cobrir letrinha, aprender escrever letrinha de forma cursiva, e essa crian�a estava sendo exigida num momento onde ela n�o estava bem trabalhada para isso, eram necess�rios outros est�mulos e essa crian�a s� queria ficar embaixo da mesa chorando, n�o estava ali naquele ambiente interessada, motivada , e quando foi at� meu consult�rio de psicopedagogia , trabalhei toda a estimula��o, mostrando para os pais o que era adequado para aquele momento, tentando resgatar essa motiva��o para que a crian�a pudesse ser inserida no ambiente escolar se sentindo mais segura e motivada, � vontade.
Este foi todo um trabalho junto com os pais, e n�s conseguimos resgatar essa crian�a na idade inicial da educa��o infantil frustrada com tanta cobran�a que estava sendo exigido, al�m da maturidade que ela estava apresentando.
� necess�rio pensar no papel do professor, nesse sentido o professor precisa entender como se comportar durante o processo, aquele professor que esquece que � professor e tem cuidados excessivos , n�o prepara a crian�a para que ela amadure�a socialmente n�o estimula para que se tenha autonomia, que tenha relacionamento com os outros amigos, desta maneira � muito importante que o professor compreenda seu papel e que n�o � cuidador somente, o papel do professor vai muito al�m, n�s precisamos preparar emocionalmente socialmente essa crian�a para estar entrando nesse ambiente escolar, pensando na estimula��o relativa ao ambiente escolar mas n�o s� ao ambiente e sim ao amadurecimento dessa crian�a.
Vamos entender um pouquinho sobre o sistema funcional de linguagem, quando a crian�a come�a a se relacionar, ela come�a a amadurecer, e precisa ser estimulada nas suas fun��es para dar condi��es para que treine adequadamente, ent�o quando falamos de um sistema funcional de linguagem n�s queremos falar sobre todas as formas de aprendizagem, que esse c�rebro precisa ser submetido e todo integrado nas fun��es.
N�o estou falando somente aquelas que est�o relacionadas � escrita �s vezes a escola fica muito presa �s quest�es inscritas e precisamos entender que isso � apenas um dos fatores, existem outros fatores que precisam estar relacionados para que essa crian�a se desenvolva em sua linguagem e suas potencialidades ent�o quando eu falo desse sistema eu posso citar para voc�s algumas habilidades que n�s precisamos estimular por exemplo: o movimento as habilidades espaciais, habilidades temporais a mem�ria, precisamos trabalhar com organiza��o e aten��o � crian�a precisa
aprender a analisar a dar respostas coerentes aquilo que voc� precisa.

Tem crian�a que voc� pergunta se ela deseja alguma coisa ,e a resposta n�o � coerente o que eu perguntei, ent�o dou �gua, ela est� analisando o que ela est� respondendo? Ela est� sendo estimulada? ou voc� apenas da �gua e ela est� acostumada a pegar �gua, ent�o s�o situa��es m�nimas no desenvolvimento infantil que n�s precisamos estar atentos porque � muito importante para esse crescimento.
Isso � a capacidade de analisar de entender o que est� sendo pedido do que est� sendo dito e as percep��es visuais auditivas os sentidos, a crian�a de educa��o infantil precisa ser muito estimulado nos sentidos porque ela est� pronta para receber todos os est�mulos �s janelas da aprendizagem est�o abertas desejando, sendo, ela est� agu�ada para aprender e n�s n�o podemos limitar as crian�as nessa fase temos que oferecer o m�ximo de est�mulos poss�veis para isso at� porque n�s precisamos ativar muitas fun��es em seu c�rebro para que ele se desenvolva plenamente para que ele se desenvolva bem.
Ent�o � muito s�rio esse trabalho e falando ainda sobre todo esse conjunto n�s temos pra trabalhar tamb�m a parte auditiva e l�gica, a crian�a da educa��o infantil precisa come�ar a entender essa representa��o de tudo aquilo que eu falo qual � o som disso dentro da palavra, ela precisa analisar esse som que est� sendo dito, a crian�a nessa fase precisa desenvolver todas as suas potencialidades porque um esfor�o que vai levar o desenvolvimento para a vida toda.
Estaremos mostrando dois hemisf�rios e quando n�s falamos de uma crian�a n�s precisamos entender antes que os hemisf�rios cerebrais e quais s�o as fun��es do mesmo, n�s temos o hemisf�rio direito e hemisf�rio esquerdo o hemisf�rio esquerdo � o que voc� est� vendo muito organizado � aquele que consegue organizar que conseguia executar tarefas em ordem aquela bem estruturado a grosso modo, o hemisf�rio direito do c�rebro j� � aquele que parece mais bagun�ado porque ele lida com todos os est�mulos, seja ele a m�dia sensorial a n�vel auditivo, seja ele a estimula��o que � mais sensitivas, ent�o o lado do c�rebro direito � aquele que est� desejoso de experi�ncias.
E quando se fala de educa��o infantil, qual a estimula��o que seria mais adequada nesse momento a estimula��o que enfoca mais o lado direito do c�rebro ou lado esquerdo do c�rebro lembrando que os dois funcionam juntos. por�m aquele que est� mais aberto para aprendizado � o lado direito do c�rebro e n�s precisamos estimular isso dentro do desenvolvimento infantil � importante entender que n�o adianta cobrar de uma crian�a uma estrutura��o se ela ainda n�o est� pronta para aquilo precisamos dar um passo de cada vez, olhar para a crian�a e perceber o quanto ela precisa ser trabalhada, para alcan�ar um n�vel de maturidade que possa favorecer a aprendizagem.
Outros n�veis ent�o aparecem como se fossem uma escada com uma coisa de cada vez um passo de cada vez at� chegamos ao �ltimo degrau, e n�o podemos inverter isso, temos que come�ar de baixo, tendo a base para dar ferramentas para que essa crian�a possa estar se desenvolvendo de uma forma mais harm�nica e melhor mas organizada.
O m�todo das boquinhas tem a ver com toda essa estimula��o global, se voc� n�o conhece o m�todo eu vou mostrar agora um imagem pra voc�s onde n�s vamos falar das bases te�ricas, trata se de um m�todo muito sensorial ou seja ele oferece � crian�a, ao indiv�duo assim dizendo, diversas entradas para sua aprendizagem o m�todo das boquinhas oferece condi��es plenas para esse desenvolvimento, quando digo plenas eu me refiro a todas e todos os indiv�duos, porque � principalmente a crian�a na idade da educa��o infantil.
Como eu disse ela est� aberta as sensa��es , as aprendizagens esse m�todo oferece exatamente diversas entradas neuropsicol�gicos para que a crian�a possa estar adquirindo a sua aprendizagem, ent�o se tratando da prepara��o para essa aprendizagem eu gostaria de apresentar para voc�s agora do que se trata essa aprendizagem multissensorial.
Articula��o e aquilo que ela produz dentro desses sentidos o que ela ouve o que ela fala hoje o que ela sente e atrav�s disso ela � estimulada a analisar e relacionar tudo que ela produz, vem de uma articula��o e consequentemente � representada atrav�s de uma letra a parte simb�lica da coisa. n�s tamb�m apresentamos para crian�as tudo isso atrav�s de algo muito mais prazeroso para que essa crian�a possa se desenvolver sem que haja cobran�as excessivas.
O m�todo trabalha de uma forma muito l�dica muito sensorial, ent�o isso favorece a aprendizagem e esses canais de aprendizagem s�o agu�ados plenamente atrav�s disso. desenvolvemos tamb�m atrav�s da consci�ncia fonoarticulat�ria que vai est� associada � escrita.
A crian�a d� a entender que tudo aquilo que ela fala tudo aquilo que ela produz em sua articula��o pode ser registrado atrav�s de uma letra pode ser representada atrav�s de uma letra e desenvolvendo atrav�s disso tamb�m a consci�ncia fonol�gica e fon�mica. voc� pode pensar; ??que loucura isso tudo na educa��o infantil ??? Sim, isso tudo a partir da educa��o infantil e a proposta para a educa��o infantil � estimular os pr�-requisitos para essa alfabetiza��o.
Por que n�o come�ar a estimular os sons da fala a percep��o dos sons da fala a percep��o articulat�rio dessa fala, tudo come�a na educa��o infantil sem que tenhamos compromisso com escritas c�pias excessivas como n�s vemos em muitos casos.
Vamos falar agora um pouco sobre consci�ncia e habilidade corporal � uma outra habilidade que n�s devemos desenvolver nas crian�as de educa��o infantil, a partir da educa��o infantil as rela��es dela com o mundo de como ela percebe dentro de si nesse contexto onde ela se encontra, essas habilidades precisa parar pra entender que n�s precisamos estimular essa habilidade de forma global e o corpo todo envolvido nesse processo.
Ela precisa perceber o pr�prio corpo e a rela��o que ele tem com o espa�o onde ela vive e deve ser estimulado do global para o fino, muitas vezes percebo as escolas muito preocupadas com as quest�es finais, com a coordena��o motora fina, mas como eu vou desenvolver essa motricidade fina se essa crian�a ela n�o consegue se perceber dentro desse espa�o? n�o consegue se relacionar nesse espa�o? N�o tem no��o dos movimentos amplos que ela precisa ter dom�nio e desenvolver?
Ent�o isso come�a do maior para o menor, come�a do global para o fino eu n�o posso pedir que uma crian�a de educa��o infantil pegue no l�pis corretamente que ela escreva corretamente que tenha uma letra linda, sem que ela tenha consci�ncia desse corpo, dessas habilidades corporais, que nela precisam ser desenvolvidas, e � a partir do global para as menores unidades , que precisamos e estimular at� que ela tenha condi��es para que esteja em contato com o outro, com o corpo dela em rela��o ao ambiente .
Existe uma coisa muito importante dentro desse processo, a crian�a. Ela n�o deve ser comparada com o outro, o referencial precisa ser ela mesma, para que tenha dentro desta uma constru��o de consci�ncia corporal. e n�s precisamos entender que existir�o diferen�as dentro desses processos e os seu limites, cada crian�a dever� ser estimulada de uma forma diferente, claro que existem propostas onde n�s vamos fazer com todos, mas nem todos t�m o mesmo limite.
Sempre a mesma coisa quando trabalhava com educa��o infantil e existem momentos onde gente trabalhava com velotrol aqueles carrinhos onde as crian�as ficam pedalando, tinha crian�a que dava voltas com aquele carrinho e outras que n�o conseguiam nem pedala, n�o conseguia movimentar as suas pernas para pedalar e aquilo me chamou a aten��o, comecei orientar a fam�lia para ajudar porque estava afetando at� mesmo na corrida dessas crian�as, junto com os professores de educa��o f�sica para que eles pudessem desenvolver essa estimula��o.
A vis�o do profissional ou pai, precisa ser de estimula��o, ent�o voc� n�o vai conseguir que todos talvez se executam uma determinada atividade da mesma forma e precisamos nos atentar para aqueles que n�o conseguem serem estimulados para que eles possam ser trabalhado de uma forma mais global.
Falando um pouco sobre desenvolvimento cognitivo, que � uma outra habilidade que n�s precisamos desenvolver na educa��o infantil e que estaria relacionada a cogni��o � o mesmo que falarmos de aprendizagem , e tamb�m de intelig�ncia, como n�s sabemos, uma crian�a tem um bom desenvolvimento cognitivo quando estimulada.
Desta forma a crian�a consegue solucionar problemas simples na educa��o infantil, precisa ser estimulada a desenvolver e resolver problemas, crie situa��es onde ela precise argumentar, onde ela possa dizer pra voc� os motivos e como resolver determinada situa��o, e assim voc� vai desenvolvendo o pensar dessa crian�a, levando a refletir sobre o pr�prio pensar e isso � um ganho fant�stico.
Isso tamb�m nos faz lembrar de autonomia, muitas vezes eu bato muito nessa tecla: "a crian�a precisa de autonomia", precisa ser aut�nomo quando n�s damos condi��es de refletirem e pensarem sobre suas atitudes, desta forma voc� est� oferecendo para ela a autonomia, do contr�rio quando voc� dar tudo pronto para essa crian�a quando voc� n�o ensina a questionar ela n�o vai ter um desenvolvimento cognitivo adequado assim como n�o vai conseguir se desenvolver bem em muitas outras �reas.
Agora gostaria de te levar a pensar em alunos que est�o em s�ries mais avan�adas e n�o consegue solucionar problemas matem�ticos, situa��es isso n�s precisamos desde pequeno estimular para que se tenha uma reflex�o diferenciada, as crian�as est�o recebendo tudo muito pronto, os brinquedos s�o um exemplo, e a gente acaba n�o desenvolvendo o pensar, temos que ter um cuidado muito grande com isso e refletir, levar a crian�a refletir sobre suas pr�prias atitudes sobre a solu��o de situa��es problema isso � muito importante.
Uma outra situa��o que est� relacionada ao desenvolvimento cognitivo � pensar antes de responder, muitas vezes as crian�as respondem sem pensar, lembram do exemplo que eu dei? Voc� pergunta a uma crian�a : quer um copo d?�gua? e a resposta dela n�o � coerente, ser� que ela refletiu a sua pergunta? Isso tem tudo a ver com o desenvolvimento cognitivo.
Ent�o provoque o seu aluno provoque o seu filho a refletir sobre determinada situa��o que ele esteja vivendo, leve-o a solucionar um problema, problematize situa��es onde seu filho ou aluno tenha que resolver e dar solu��es, n�s precisamos trazer est�mulos para que se possa pensar, refletir e criticar, e voc� vai estar contribuindo para que na adolesc�ncia ele n�o seja enrolado por qualquer um, e passe a pensar melhor naquilo que v�o ensinar para ele, temos que come�ar refletir isso desde a educa��o infantil.
PROCESSAMENTO AUDITIVO
Uma outra habilidade que precisamos desenvolver � o processamento auditivo, voc� j� ouviu falar no processamento auditivo? O processamento auditivo � uma habilidade do nosso c�rebro de interpretar sons, interpretar o que houve n�o tem nada a ver com ouvir ou n�o ouvir, isso vem antes o processamento auditivo, � exatamente o que � produzido ap�s esse som que entrou, eu escuto um som e reflito sobre esse som e dou uma resposta sobre que som � esse, eu entendo que som estou ouvindo, e essa capacidade todos n�s temos por�m muitos precisam ser estimulados .
Hoje temos muitas crian�as em idade de alfabetiza��o com altera��es no processamento auditivo crian�as que n�o conseguem selecionar est�mulo, a professora est� falando o coleguinha est� falando e ela n�o sabe em quem ela presta aten��o, n�o necessariamente � porque ela n�o est� atenta ,� porque ela n�o conseguiu ainda selecionar o est�mulo , n�o conseguiu ainda focar s� em uma coisa , a crian�a precisa ser amadurecida no processamento auditivo.
Esse processamento tamb�m � amadurecido organicamente falando, mas n�s precisamos estimular em crian�as de 10 anos que nunca receberam est�mulo de processamento auditivo, e tem altera��es nesse processamento podendo levar a dist�rbios, e tamb�m precisamos estar atentos a isso desde da educa��o infantil.
E como n�s podemos fazer isso ? Muito simples vamos parar para ouvir os sons ambientes, ??que barulho � esse? ??, Quando n�s conseguimos entender e refletir sobre o som ambiente, sobretudo aquilo que n�s escutamos, n�s estamos desenvolvendo o processamento auditivo, outro exemplo � ouvir o som dos instrumentos musicais que tamb�m � bom exerc�cio para se trabalhar , na cozinha ligar o liquidificador e provocar seu filho que est� na sala perguntando que barulho seria aquele.
� importante apresentar para a crian�a diversos sons, estimulando de uma forma bem mais agrad�vel e l�dica, de maneira a fazer o processamento auditivo trabalhar essa habilidade central do nosso c�rebro.
Ensina requer um certo conhecimento, voc� j� parou para pensar que quando voc� pede para o seu aluno identificar, voc� est� desenvolvendo uma habilidade do processamento auditivo e � preciso refletir tamb�m sobre isso, ent�o o processamento auditivo � respons�vel por interpretar, selecionar, decodificar associar todas as informa��es auditivas, isso tamb�m atrav�s dos sons da fala quando voc� � preso quando voc� fala uma palavra ou pronunciar alguma letra esse som sai, ela precisa entender que som � esse, refletir sobre esse som.
Existem crian�as que cometem muitos erros e troca de letras na alfabetiza��o e muitas vezes o professor trabalha de forma mec�nica essa dificuldade da crian�a mas � uma dificuldade que pode estar relacionado a uma altera��o no processamento auditivo e n�s precisamos estar atentos para ajudar os nossos alunos, em muitos casos quando existe altera��o no processamento auditivo de crian�as de mais de sete anos � necess�rio uma interven��o de um fonoaudi�logo para que ele possa fazer essa reabilita��o .
Mas se tratando de educa��o infantil vamos estimular habilidades espa�o temporais, as habilidades que est�o relacionadas com a rela��o do espa�o e tempo a crian�a precisa aprender a se relacionar no espa�o, ela precisa adquirir conceitos, exemplo: Em cima do que?, em baixo do que ?,est� � frente do que?, est� atr�s porque ?,est� dentro ?, est� fora?, todos esses conceitos precisam ser bem trabalhados.
Muitas vezes, n�s trabalhamos determinados conceitos em nossa fala e a crian�a fica perdida porque ela n�o sabe o que isso significa, por�m desde muito pequenininha, na fam�lia mesmo, � necess�rio trabalhar esse conceito, um outro exemplo: Coloque a roupa dentro do cesto, coloque o biscoito dentro do pratinho, S�o situa��es do dia a dia em que n�s estamos trabalhando esses conceitos e estamos enriquecendo tamb�m o vocabul�rio dessa crian�a e essencialmente desenvolvendo habilidades espa�o-temporais as no��es espaciais.
Isso precisa ser desenvolvido na educa��o infantil, temos como exemplo tamb�m aquela crian�a, aquele seu aluno que voc� coloca uma atividade no canto do quadro e ele n�o consegue se organizar no caderno e entender o lado que ele tem que colocar, aquela crian�a que voc� pede para que ela desenhe dentro de determinado limite e ela n�o consegue explorar bem esse espa�o, ent�o s�o todas essas habilidades que n�s precisamos estimular desde da educa��o infantil .
N�o sei se voc� est� reparando, contudo, uma habilidade est� ligada a outra, isso � bem interessante, mostra que n�s devemos nos preocupar com o desenvolvimento global dessa crian�a, o teu planejamento professor, deve estar preocupado com o desenvolvimento global. Cada atividade que voc� pensar em desenvolver lembre de que habilidade voc� estar� estimulando e isso � muito importante, as no��es temporais de antes, depois, esquerda, direita.
Isso tudo n�s precisamos desenvolver dentro das habilidades espa�o-temporais para que essa crian�a possa estar preparada para se localizar no caderno. por exemplo: Depois da linha, uma linha depois, uma folha depois, todas as habilidades relacionadas �s quest�es espaciais e temporais.
Uma consequ�ncia da falta de habilidade temporal por exemplo: � quando a crian�a inverte a letras, pula linha, n�o respeita � margem, faz espelhamento, tem tamb�m aquela crian�a que escreve tudo ao contr�rio, eu digo que � uma habilidade muito interessante que as crian�as t�m, quando voc� entrega uma folha na m�o dela e ela escreve o nome todo invertido ela est� com falha na habilidade espa�o-temporal.
Ent�o, � preciso ser desenvolvido essa habilidade de, dar um refer�ncia para que ela possa estar produzindo bem dentro deste espa�o que voc� a colocou, uma outra habilidade que n�s precisamos trabalhar tamb�m na educa��o infantil � o processamento visual motor � a coordena��o; olho, m�o, as crian�as precisam aprender a acompanhar o movimento que a m�o faz enquanto escreve, muitas vezes a m�o est� indo mas ela estar olhando por outro lado ela n�o est� acompanhando isso.
A crian�a precisa ser estimulada desde da parte mais ampla at� a menor parte como n�s falamos nas habilidades corporais at� chegar nessas quest�es mas min�sculas digamos assim, al�m da coordena��o, olho e m�o. Tamb�m temos que desenvolver dentro do processamento visual motor os movimentos sac�dicos de olhos, isso � uma habilidade para leitura a crian�a precisa aprender que os olhos se movimentam enquanto l� e n�o � a cabe�a que movimento enquanto faz a leitura.
E como trabalhar isso com educa��o infantil? simples , com leitura de figuras em tabela,n�s temos um jogo legal de boquinhas que a gente consegue trabalhar isso � o lince, todas essas habilidades n�s conseguimos desenvolver com esse jogo, voltando ao movimentos sac�dicos dos olhos esse treino do olho que vai que volta na leitura n�s precisamos desenvolver sem que pessoa se preocupe em balan�ar a cabe�a isso �, uma habilidade ent�o precisa ser treinada.
E como professores n�s temos que estar atentos a isso, investigar a m�o dominante � muito s�rio respeitar a escolha dessa crian�a, se � destro ou canhoto ele precisa ter essa habilidade desenvolvida e atrav�s disso n�s temos tamb�m algumas dicas dentro do material de desenvolvimento infantil que voc� pode estar investigando, qual � a m�o dominante dessa crian�a e por �ltimo trabalhar o movimento de pin�a e preens�o do l�pis.
Esse movimento � pertinente a todo ser humano, o movimento de pin�a usamos tr�s dedinhos o polegar, indicador e o dedo m�dio e fazendo esse movimento voc� est� desenvolvendo a pega do l�pis dessa crian�a, tem pessoas que dizem que temos que deixar � vontade esse movimento, mas precisamos treinar sim o movimento de pin�a, precisamos treinar a pega correta do l�pis para que essa crian�a n�o tenha problemas dentro desse processo de aquisi��o da alfabetiza��o e precisamos estimular para que chegue num n�vel adequado para o desenvolvimento dessas habilidade.
Vamos falar agora um pouquinho sobre a consci�ncia fonol�gica que � uma habilidade que n�s precisamos desenvolver desde a educa��o infantil e foi citado anteriormente, mas acabei que n�o dei alguns exemplos em rela��o a isso, o que seria a consci�ncia fonol�gica? Ent�o, vamos ao conceito que seria: refletir explicitamente os componentes sonoros da fala independente do significado da palavra, voc� pode trabalhar a consci�ncia fonol�gica de diversas maneiras � um pr�-requisito para aquisi��o da leitura e da escrita a crian�a precisa entender e refletir sobre o som e onde dentro daquela naquela palavra se ele est� presente ou n�o est� presente n�s precisamos desenvolver essa habilidade.
Com o m�todo das boquinha conseguimos traduzir melhor essa consci�ncia fonol�gica quando trabalhamos associado � consci�ncia fonoarticulat�ria, que � a reflex�o do som junto com a articula��o; ent�o se eu pergunto pra crian�a se naquela palavrinha existe um som da letra S, esse som para a crian�a ainda � um pouco abstrato porque ela vai pensar que o l�pis pode ter tudo.
O som daquela letra, n�o alcan�a o n�vel de abstra��o da crian�a, elas ainda est�o muito presas ao concreto por isso que boquinhas � apaixonante, porque quando voc� muda a pergunta e diz para a crian�a l�pis tem a boca da letra S se ela percebe que a letra S saiu um ventinho sempre que ela fala e quando voc� pronuncia pra ela l�pis e ela entende o que voc� ensinou ela vai responder pra voc� que l�pis tenha boca da letra S e isso se tornou para ela muito mais significativo porque muitas crian�as possuem dificuldade na percep��o desses componentes sonoros e n�s precisamos desenvolver passo a passo essa percep��o desde a unidade simples.
E al�m do mais n�s vamos estar desenvolvendo a habilidade de aten��o, que � uma habilidade do nosso c�rebro que n�s precisamos desenvolver com essas crian�as, para favorecer a reten��o dessas informa��es; bem � um trabalho conjunto com a consci�ncia fon�mica que est� contido na consci�ncia fonol�gica, por�m na consci�ncia fon�mica n�s vamos est� analisando os sons dentro da palavra e esmiu�adamente, digamos assim, a posi��o onde ele se encontra.
Se o l�pis tenha a boca da letra S onde est� esse som? Est� no come�o da palavra? Est� no final da palavra? Est� no meio? onde est�? Quando n�s passamos a refletir esse som n�s estamos desenvolvendo uma habilidade de consci�ncia fon�mica e associando isso tamb�m, n�s podemos associar a consci�ncia fonoarticulat�ria que � a an�lise da boquinha que est� falando esse som como eu falei anteriormente para voc�s a crian�a come�a a perceber melhor.
Tem uma hist�ria de uma amiga na educa��o infantil que costumo contar para todo mundo que eu achei fant�stico, ela estava trabalhando com crian�as na faixa et�ria de 4 aninhos e refletindo com eles o som da letra C, que a boquinha ela desenvolveu com eles a consci�ncia fonol�gica, " fonoarticulat�ria, fon�mica, e chegou no hor�rio do lanche, ela disse para os alunos: "o suco de hoje que n�s vamos beber come�a com a boquinha que n�s trabalhamos l� salinha", uma das crian�a diz a professora eu j� sei qual � o nome do suco e ela achando que ele falaria o suco que ela estava imaginando ele disse maracuj� a boquinha da letra C e ela ficou surpresa pois ele foi detalhista nesse som e encontrou no meio da palavra, mas ela n�o estava falando do maracuj� ela foi por um n�vel muito mais raso porque ela estava falando do suco do caju onde esses som aparecia no come�o mas essa crian�a foi muito al�m e mostrou para ela a capacidade e habilidade bem desenvolvida de refletir esse som dentro da palavra.
Ent�o a an�lise desse som dentro da palavra � uma habilidade de consci�ncia fon�mica quando essa crian�a chegar na idade da alfabetiza��o e come�ar a estruturar sua escrita ela n�o ter� problemas porque ela entende e ela reflete sobre esse som independente da posi��o onde ele se encontra.
Diante de tudo isso eu gostaria de agradecer voc�s porque foram muitos assuntos falados, foram muitas habilidades que n�s citamos aqui , isso � um conte�do de um curso onde n�s podemos estar trabalhando e refletindo bem pausadamente onde podemos ter uma rela��o muito boa nessa aprendizagem de troca, de colocar em pr�tica, ent�o, eu gostaria de dizer pra voc� caso voc� esteja interessado em aprofundar os seus conhecimentos relativos ao desenvolvimento infantil eu quero te convidar a ver comigo e se inscreva na nossa lista Vip.
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